segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
terça-feira, 24 de maio de 2011
21/05/2011 - Cigana
só pra dizer o quento foi lindo e especial a singela homennagem que fiz a minha cigana e ao povo cigano no dia 21/05/2011, em breve postarei algumas fotos, mas precisava antecipár esse relato rsrsrsrsrsrs...
Agradeço a todos os amigos presentes que compartilharam e engrandeceram esse momento tão importante pra mim...
Cada dia que passa amo mais a minha Cigana, o povo cigano, Santa Sara Kali.
MUITO FELIZ, FÉ MAIOR QUE TUDO!!!
Sabrina Tompson :)
quinta-feira, 5 de maio de 2011
QUANTO TEMPO HIEN...
QNT TEMPO QUE EU NÃO POSTO NADA AQUI...
O QUE POSSO DIZER DE TODO ESSE TEMPO AUSETE?....
AH SEI LÁ...
TRABALHANDO MUITO
AMANDO MUITO
VIVENDO MUITO
NÃO TENHO DO QUE RECLAMAR...
ESTOU BEM, OS MEUS ESTÃO BEM E ISSO PRA MIM É O QUE IMPORTA...
BJS PARA TODOS OS AMIGOS...
SABRINA TOMPSON :)
quinta-feira, 7 de abril de 2011
NÃO TEMO, SOU FILHA DE OGUM...
sexta-feira, 11 de março de 2011
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
CIGANO RAMIRO

O Chovihano - " Olha o rio e mira teu reflexo"
0 Chovihano é um poderoso Kaku de cura. Ao ritmo febril do pandeiro (VASTENGRI), ele imerge em um transe profundo, onde seu ancestral guardião toma seu corpo e persuade os espíritos trevosos da doença a deixar o local e abandonar o enfermo. Ao crepitante tamborilar do pandeiro, o espírito protetor guardião coloca a mão sobre o paciente, intimando energeticamente os obsessores a seguirem seu caminho. Expulsa os espíritos trevosos, evocando a terra (PUV), o ar (BAVOL), o fogo (YAG) e a água ( PANI). Evoca a linha dos poderosos espíritos curadores ciganos (KUSHTI MULI) com cântico mágico:Incorporação na tradição Cigana - " Toma teu espírito e solta-o"o

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Como são vistos os Ciganos...
A imagem do cigano ladrão.
Talvez nenhuma imagem dos ciganos seja mais antiga, mais divulgada e por isso mais difícil de ser modificada do que aquela de que o cigano sempre foi, ainda é, e sempre será um ladrão, quando não apanhado em flagrante, pelo menos um ladrão em potencial. A fama de serem ladrões persegue os ciganos desde a sua chegada na Europa, no início do Século XV.
Não resta dúvida de que entre os ciganos de então, como ainda hoje, havia quem, por motivos dos mais diversos - mas principalmente para a família, a mulher e os filhos não morrerem de fome ou de frio - , furtava pequenas quantidades de animais, frutas, legumes ou tubérculos, ou lenha para cozinhar e se aquecer. Os animais preferidos eram aqueles que serviam para a alimentação daquele dia, ou seja animais pequenos que cabem facilmente numa panela ou no espeto, como galinhas e gansos. Os documentos históricos não registram o roubo e a matança de gado bovino, embora às vezes um leitãozinho ou um bode também não eram desprezados. Mais tarde surgiu ainda a fama de eles serem ladrões de cavalos e de criançinhas. Hoje em dia, pouca coisa mudou e os ciganos continuam temidos como ladrões de galinhas e até a lenda de eles roubarem criançinhas continua viva.
Obviamente, nem tudo é pura invenção ou fantasia. Quanto ao furto de alimentos e de pequenos objetos, os próprios ciganos não negam que, quando necessário, o praticam e que suas idéias sobre a propriedade privada divergem um pouco das idéias dos gadjé, mas que também existem algumas regras básicas.
Em primeiro lugar, os ciganos só furtam quando obrigados a isto por necessidade. Yoors, um belga não-cigano, que conviveu uns dez anos com ciganos Lowara na Europa, explica isto melhor: “Por força de circunstâncias adversas, alguns ciganos são forçados a praticarem ladroagem de subsistência [subsistence thieving] - isto é, obter suas necessidades diárias mínimas da terra ou de seus proprietários legais: capim para seus cavalos, lenha, batatas ou frutas, e naturalmente a proverbial galinha perdida. De um modo geral, eles consideram todo o mundo gajo [não-cigano] como um domínio público”. [15]
Diga-se de passagem que a maneira mais comum de os ciganos obterem estes bens é através da compra. Mas o que fazer quando não possuem dinheiro para isto ou, o que também é muito frequente, quando o proprietário ou o comerciante simplesmente se recusa a fazer negócios com ciganos? Não será por causa disto que os ciganos deixarão seus filhos passar fome, ou de alimentar seus animais. E neste caso, apropriar-se de tudo que é produzido pela Natureza (água, capim, lenha, ovos, galinhas etc.) não é crime. Uma galinha ciscando num lugar deserto é propriedade de quem? Por acaso, pode ser proibido tirar leite de uma vaca pastando livremente na beira de uma rodovia, ou seja num pasto público? Da mesma forma, como é que cortar lenha para cozinhar pode ser crime, mesmo quando o matagal inútil está numa área cercada com arame farpado? E encontrando uma fruteira, será que é crime tirar algumas frutas para consumo próprio? Na ótica de muitos ciganos tudo isto permitido, e por isso conflitos e mal entendidos entre ciganos e gadjé são às vezes inevitáveis.
A segunda regra é furtar apenas aquilo que, naquele momento, é necessário para seu sustento, e não para enriquecer. Yoors acrescenta que “Putzina me explicou que furtar dosgadjé não era realmente um crime desde que fosse limitado a tomar necessidades básicas, e não em quantidades maiores do que necessárias para aquele momento. O que tornava furtar ruim, era a introdução de um senso de cobiça, porque esta tornava as pessoas escravas de anseios desnecessários ou do desejo de possuir bens”.[1] Daí porque a quase totalidade dos furtos atribuídos aos ciganos se refere a alimentos.
Uma terceira regra é nunca usar a força física, mas apenas a esperteza. Segundo a antropóloga brasileira Sant’Ana:
“com relação ao roubo, um informante [cigano] frisou que nunca se ouviu dizer que um cigano usasse armas para assaltar alguém e nem que fosse à noite nas casas para roubar: ‘Ele usa de esperteza tanto em seu trabalho como em seus negócios; se alguém se deixa enganar, bobo dele!’. Além disso, como disse um cigano, ‘quem é que não rouba? Esses comerciantes por aí, esses donos de lojas da cidade, todos usam de esperteza em seus negócios; é que cigano já é marcado e por isso tem fama de ladrão’”.[2]
"... sempre levamos a fama de ladrões de crianças, quando, na verdade, os acampamentos dos nossos antepassados, durante muitos séculos, serviram de orfanato da época, já que eram utilizados para ocultar atos julgados vergonhosos, desmoralizadores e desonrosos praticados pelas jovens da nobreza. Muitas dessas jovens - segundo relatos dos nossos antepassados - após darem à luz, através de seus responsáveis .... entregavam as crianças às velhas ciganas ... Os ciganos ficavam com as crianças porque as amavam .... sem, no entanto, sequestrá-las, violentá-las ou estuprá-las ..." . [6]
Os ciganos adoram crianças e já desde o Século XV temos notícias históricas, devidamente comprovadas, de mães gadjé solteiras, ou casadas adúlteras, entregando seus filhos indesejados às ciganas. Enquanto isto, os documentos históricos provam, sem qualquer sombra de dúvida, que em muitos países, e ainda em pleno Século XX, milhares de crianças ciganas foram violentamente arrancadas do lar paterno para serem entregues a pais adotivos não-ciganos.
Deusa Selkis...A Deusa dos escorpiões....
O EGITO ABRIGAVA DOIS tipos de escorpiões: um mais escuro e relativamente inofensivo e outro mais claro, mais venenoso. A deusa Selkis tomava justamente a forma de um desses animais e, apesar da periculosidade do bicho, era uma divindade protetora e curadora que defendia contra a picada desses artrópodes. Seu nome no idioma egípcio era Serket-Heru, que significa aquela que faz a garganta respirar ou a que facilita a respiração na garganta, já que a picada do escorpião produz asfixia. Essa denominação também se relaciona com a ajuda que a deusa prestava para que o recém-nascido ou o defunto, em seu renascimento, pudessem respirar. Nos textos funerários surge como a mãe dos defuntos, aos quais amamenta. No além-túmulo ela ajudava no processo de renascimento do falecido e o orientava e dava-lhe o sopro da vida. Foram os gregos que lhe deram o nome de Selkis, nome que também aparece grafado como Serqet, Serket, Selqet, Selket, Selkit ou Selchis.ESSA DIVINDADE PODIA SER REPRESENTADA de diversas maneiras:
- como uma linda mulher com um escorpião na cabeça, como nesta graciosa estatueta em madeira dourada que vemos acima, descoberta no túmulo de Tutankhamon (c. 1333 a 1323 a.C.);
- como uma mulher com cabeça de escorpião;
- mais raramente, como um escorpião com cabeça e braços femininos e tendo como toucado chifres de vaca e o disco solar, como vemos na ilustração abaixo, a qual reproduz um bronze de 7 centímetros de altura por 10 centímetros de produndidade pertencente ao Museu do Louvre;
- como um escorpião;
- na XXI dinastia (c. 1070 a 945 a.C.) podia aparecer com cabeça de leoa, cuja nuca era protegida por um crocodilo.
TRATA-SE DE UMA DIVINDADE que já aparece no Império Antigo (c. 2575 a 2134 a.C.) como guardiã do trono real e vem rodeada de simbologia mágica. Ela protegía das picadas venenosas de escorpiões, serpentes ou outros animais peçonhentos e curava as pessoas que, acidentalmente, tivessem sido atacadas por esses animais, sobretudo quando se tratasse de crianças e mulheres grávidas. Mas também poderia punir os ímpios com esses mesmos venenos, levando-os à morte.Também era deusa da união conjugal e ajudava as mulheres na hora do parto. Era filha de Rá e cuidava para que a serpente Apófis não escapasse do mundo inferior. Nos textos conhecidos modernamente comoLivro de Him no Infernovem descrito o que acontece no além-túmulo. O deus-Sol tem as 12 horas do período noturno para renascer. A cada hora corresponde um estágio de sua jornada no além. Apófis tenta engolir o deus-Sol durante essa jornada e representa uma grande ameaça. Na sétima hora Selkis aparece para combater a serpente Apófis. Rá em seu barco assiste a captura da serpente. Finalmente Selkis, com ajuda de outra divindade, capturam o demônio e subjugam a cabeça e a cauda do monstro e trespassam com punhais a cabeça e o corpo da cobra. Selkis desempenha, também, um papel importante na lenda de Ísis e Osíris, pois enviou sete dos seus escorpiões para protegerem Ísis do deus Seth que a perseguia.
AS RELAÇÕES DE PARENTESCO DE SELKIS não eram bastante claras. Podia ser considerada mãe ou filha de Rá, razão pela qual sua ira era considerada como o causticante sol do meio-dia. Entretanto, em algumas lendas locais de Edfu era tida como esposa de Hórus e mãe de Rá-Harakhti, o Hórus no Horizonte. Os Textos das Pirâmides afirmam que ela era mãe de Nehebkau, uma serpente de três cabeças que evoluiu de uma posição maléfica a protetora do faraó contra picada de cobras, enquanto outras fontes dizem que ela era esposa dessa divindade.
PROTETORA DE VIVOS E MORTOS, ESSA DEUSA não dispunha de um lugar de culto em particular. Sendo originariamente adorada no delta do Nilo, seu culto se espalhou por todo o Egito e isso pode ser considerado natural uma vez que as cobras e escorpiões eram abundantes no país e o povo precisava de uma proteção mágica contra eles. Embora tivesse sacerdotes dedicados ao seu culto, aos quais ela protegia e delegava seus poderes mágicos, até hoje não foi encontrado qualquer templo que lhe fosse consagrado. Ela figurava sobretudo nas fórmulas mágicas ou nas paredes das tumbas com o objetivo de proteger o defunto de qualquer ataque. As pessoas usavam amuletos com a forma do escorpião para se protegerem contra as perigosas picadas do animal e até mesmo curá-las.
OS SACERDOTES DE SELKIS eram verdadeiros médicos e magos ou curandeiros, dedicados à cura de picadas de animais venenosos. Suas habilidades de encantadores de escorpiões e de serpentes eram muito requisitadas, a julgar pelo enorme número de encantamentos para repelir tais animais e para curar suas picadas que aparecem nos papiros egípcios. Isso indica a extensão do problema, o qual ainda é comum no Egito moderno. Esses homens eram chamados de Kherep Selket, literalmente, aquele que tem poder sobre a deusa escorpião. No antigo Egito um Sacerdote Leitor e um doutor poderiam também ter o título de Kherep Selket. O título de Sunu, que significa doutor ou médico, era atribuído a pessoas que prescreviam remédios tanto médicos quanto mágicos. Hoje em dia os encantadores de serpente usam técnicas práticas para enlaçar suas presas, mas eles também ainda confiam em cantos mágicos.
